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Historia de Cotiporã

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Historia de Cotiporã

Cotiporã RS
CEP:
Fone: 54 3446 - 2800
E-mail: entre em contato conosco
Web-site: www.cotipora.rs.gov.br/



Dados Gerais

*Horário de funcionamento: 07h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min.
*Aniversário do Município: 12 de maio de 1982
*População Aprox.: 4.577 habitantes.
*Área: 172,38 km2
*Distância do Município da Capital: 155 km
*Distância dos Municípios Vizinhos:
*Norte: Fagunde Varela – 18 km
*Sul: Bento Gonçalves – 35 km
*Leste: Veranópolis – 20 km
*Rodovias de acesso: RS 359 e RSC 470
*Altitude: 800m
*Clima: Subtropical
*Comunidades do município: 27
*Arrecadação 2009: R$ 8.927.292,12
*Perfil econômico: agricultura 64%, indústria/comércio/serviços 36%.

*SÍNTESE HISTÓRICA DO MUNICÍPIO DE COTIPORÃ

Com uma área de 172 Km2, Cotiporã localiza-se na Encosta Superior do Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, à 6oo. m acima do nível do mar; Região Serrana de clima subtropical, distante 158 km da capital do Estado, Porto Alegre.
O limnociclo da região de Cotiporã compreende o rio das Antas e o Carreiro e seus afluentes, o arroio Vicente Rosa, Retiro, Leão, Sapato, Sapatinho, Arroio do Inferno e diversos córregos.
A formação rochosa origina-se de derrames basálticos na era mesozóica, período cretáceo, a aproximadamente 136 milhões de anos.
A textura da rocha é caracterizada por uma granulação fina com aspecto maciço. Entre os minerais associados às rochas vulcânicas da formação Serra Geral, à qual pertence esta região, destacam-se o quartzo, feldspato e mica, entre outras.
Os solos gerados pela transformação da rocha basáltica, trazem na sua composição vários elementos, entre os quais o oxigênio, o silício, o alumínio, o ferro, o cálcio, o magnésio, o sódio e o potássio.
A unidade de mapeamento do solo de Cotiporã é o Ciriaco-Charrua, ou seja, solos ciríacos associados aos solos charruas.
No início, a floresta com pinheiros cobria quase toda a área de Cotiporã. Com a colonização esta cobertura foi diminuindo gradativamente sendo substituída por pastagens e plantações restando pouco mais de 15 % da cobertura original. Contudo, devido ao êxodo rural nas décadas de 60 e70, a mata voltou a crescer consideravelmente.
As espécies que dominavam esta flora eram no extrato superior, o pinheiro (araucária) acompanhado de um denso bosque composto de canelas, erva-mate, cambuis, pinho, bracatingas, guamirins, camboatas, araçás e outros.
Quanto à fauna, infelizmente não mais são encontradas certas espécies de animais, pois deixaram de existir no município. Restam ainda alguns exemplares de antas, tamanduás, queixadas e leões baios. Outras espécies em menor número proliferam como é o caso dos tucanos e lontras.
Sua ocupação populacional deveu-se aos imigrantes italianos (Vicentinos, Trevisanos e Beluneses) na sua maioria, mas também recebeu importante contribuição de familias polonesas, algumas alemãs e do elemento negro.
Oficialmente por volta de 1887, as primeiras famílias de imigrantes italianos heroicamente penetraram em suas matas virgens, outrora, habitadas por índios tupi-guaranis e foram se estabelecendo nas Linhas Frei Caneca e, Independência, formando-se em torno dos lotes rurais 20 e 21 desta Linha, o núcleo urbano que recebeu o nome de Monte Vêneto, em homenagem à região do Vêneto, Itália, de onde eram procedentes. Aproximadamente 600 famílias povoaram os lotes rurais (colônias) estabelecidos ao longo das treze Linhas que demarcavam os mesmos. Os lotes rurais, em sua maioria, constituíam-se de 25 ha. ou 30 ha. As Linhas que ainda hoje demarcam o município são as Linhas: Júlio de Castilhos, Júlio de Oliveira, Frei. Caneca, Independência, Brasil, Rio Grande do Sul, Tamandaré, Álvaro Chaves, Floriano Peixoto, 14 de Julho, Sete de Setembro, Conselheiro Rebouças e Carlos Gomes.
As famílias polonesas, quase em sua totalidade, foram assentadas junto aos lotes rurais da Linha 14 de Julho, Seção VIII do Rio das Antas, à margem esquerda desse mesmo rio, ocuparam os lotes rurais a partir do número 46 até 66.
O núcleo polonês recebeu as piores terras do município. A leva de imigrantes poloneses, metade deles, em Monte Vêneto, ocorreu no ano de 1886 e outra metade chegou em 1890, todos praticantes da religião católica.
No começo do século, as famílias dos poloneses foram aumentando e também na busca de terras melhores, migraram para outras regiões do Estado do Rio Grande do Sul.
A imigração alemã na Colônia Alfredo Chaves não foi tão significativa como a polonesa. No que diz respeito à Cotiporã, sabe-se que os imigrantes de origem alemã, estabeleceram-se junto aos imigrantes italianos, na Linha Júlio de Castilho, lotes 116 a 128, quase nas barrancas do Rio Carreiro, oeste do município, onde hoje se desenvolve a próspera comunidade de Nossa Senhora do Carmo, da Paróquia de Fagundes Varela.
Monte Vêneto pertencia a Alffedo Chaves, hoje Veranópolis, que por sua vez era distrito de Lagoa Vermelha.
Em 1889 era doado o terreno por José Della Pasqua e Francisco Tres para a construção da então capela de Nossa Senhora da Saúde, desde então a santa padroeira de Cotiporã.
Em dezembro de 1892, foi criada a Freguesia de Monte Vêneto. Em 14 de outubro de 1893 fatos importante para Monte Vêneto, pois foi nomeado e tomou posse da Igreja Nossa Senhora da Saúde como capelão, o reverendíssimo Pe. Fortunato Odorizzi (1893-1898),primeiro pároco de Cotiporã. Este fundou e organizou o Curato. Construiu também a primeira e rudimentar canônica, erguida ao lado da Igreja Matriz. Aos 28 de outubro de 1895, o Curato recebeu três sinos de Boshna, Alemanha, e desde então repicam festivos.
A escolha definitiva do título da Padroeira, com a denominação: ''La Virgine Della Salute Di Monte Vêneto", ocorreu em 23 de agosto de 1896. Escolha essa realizada democraticamente, através de sufrágio universal. Nos seus cinco anos de Curato, Dom Fortunato Odorizzi, criou as primeiras capelas interioranas. Assim foram fundadas as primeiras capelas ou comunidades-igrejas de Santo Antônio de Pádua, São José, Nossa Senhora Auxiliadora, São Marcos, São Brás da Linha Rio Grande do Sul. Em 1897, na 'Linha Júlio de Oliveira, foi fundada a primeira igreja de Nossa Senhora das Graças que depois foi transferida para a Fazenda Zanette, hoje Distrito de Lajeado Bonito.
Com idade de 79 anos, Dom Fortunatto Odorizzi falece e é sepultado no cemitério da Igreja Matriz. Posteriormente seus restos mortais foram transferidos para o interior da mesma, onde permanecem até hoje.
Com o povoamento de quase todo o seu território ( colônias), outras capelas foram surgindo, formando pequenos núcleos sociais, tomando-se ponto de referência religioso, cultural e social dos imigrantes que chegavam.
Em 12 de maio de 1899, os moradores da Linha Júlio de Castilhos, criaram a Aula Pública da IIª Seção Oeste. Abriu a escola o Professor Eduardo Duarte. Pode-se dizer que foi o início da educação no território de Cotiporã. Outras comunidades também abriram pequenas escolas, que funcionavam na casa de alguma família ou em pequenas construções de madeira tosca, normalmente junto à igreja e cemitério. Nessas escolas se ensinava os conhecimentos elementares da matemática, língua portuguesa e italiana.
Na sede do povoado de Monte Vêneto, segundo relatos dos mais antigos (Dona Eufrásia Bergamin Zonato), existia uma educação primária da qual não se tem registros aprofundados. Alguns professores desta época são lembrados, como os professores: Boccardi, Ariete Murara, Lídia Zanete, Julieta De Marco, Eulália Breda Silvana Breda.
Sucedeu o Pe. Fortunatto Odorizzi o Pe. Giorgio Rivola (1900-1904), italiano de Bérgamo, que permaneceu no Curato por quatro anos. Afastou-se em fins de 1903.
Nos primeiros dias de setembro de 1904, o Curato de Nossa Senhora da Saúde de Monte Vêneto, foi confiado a Congregação dos Padres Carlistas de Monsenhor Scalabrini.
Esta Congregação enviou o Pe. Eugênio Medicheschi (1904-1921) natural da Itália, para ser Cura do recém formado Curato. Pe. Eugênio Medicheschi permaneceu 16 anos como guia espiritual dos habitantes dessa nova terra. À frente do desenvolvimento de Monte Vêneto, Pe. Eugênio direcionou suas atividades no fomento agrícola e agroíndustrial. Fez abrir indústrias e promoveu o comércio local. Foi com o Pe. Eugênio Medicheschi te empreendedor de Monte Vêneto animou-se a construir uma nova Igreja Matriz. Para tanto, foi lançada a pedra fundamental em outubro de 1907 e já em 1910 estava pronta para ser inaugurada. Construída em estilo romano, é considerada ainda hoje uma das mais belas e suntuosas igrejas da colonização italiana. Foi mestre construtor, o pedreiro Pedro Breda.
Ainda com a presença desbravadora do Pe. Eugênio Medicheschi, a população de Monte Vêneto, viu surgir à industrialização. Em 1907, de forma pioneira, Pe. Eugênio fundou a primeira cooperativa de laticínios do Brasil, a Cooperativa Trabalho e Progresso.
O espírito empreendedor de Pe. Eugênio e de seus colaboradores, fez com que Monte Vêneto se tornasse um centro de progresso notável. Muitos imigrantes de outras regiões vizinhas buscavam se estabelecer nessa promissora vila. Isto impulsionou o melhoramento de estradas, construção de casas confortáveis copiando a arquitetura da região do Vêneto, Itália, de onde a maioria era originária. Nessa. mesma época foi instalada também a energia elétrica nas casas bem como a iluminação pública, conforto este raro para a época no Brasil.
O espírito irrequieto de Pe. Eugênio Medicheschi, fez com que em 05 de maio de 1916, surgisse o grande fiigorífico "A 'Sul Americana"" formado pelos senhores Giuseppe Della Pasqua, Guido Duvina, Pietro Breda, Giuseppe Zanetti, Pietro Soccol e pelo próprio idealizador, Dom Eugênio Medicheschi.
A grande e qualificada produção do frigorífico A Sul Americana proporcionou a prosperidade econômica e tornou conhecido o Município que o abrigava, Alfredo Chaves hoje Veranópolis, e Monte Vêneto, principal gerador de recursos financeiros.
Com um pequeno número de operários, produzia presuntos, salames, osso coles,
mortadelas, etc.
Pe. Eugênio Medicheschi por questões politicas, já que não se eximia das mesmas, entregou a administração do Curato ao seu sucessor Pe. Giovani Ginochio. Tal fato ocasionou um certo mal estar na comunidade o então Cura, Pe. Giovani Ginochio (1921-1922) vinha nesse período se empenhando junto ao Arcebispo de Porto. Alegre para transformar o Curato em Paróquia, o que realmente acorreu em 08 de abril de 1921 Pe. Giovani foi depois sucedido pelo José Chiappa (1923-1926), iniciador da nova casa canônica e sucedido pelo Pe. David An:gelli. Neste período, o então frigorífico considerado o ''Pai dos Frigoríficos do Brasil", A Sul Americana em seu crescimento vertiginoso, demonstrava sua 'pujança em números. No ano de 1924 a fábrica possuía mais de "100 funcionários e abatia mensalmente o considerável número de 13.585 suínos e 1.456 bovinos (dados:' Livro de registros da empresa conservados até hoje). A importância do A Sul Americana para a região e Estado do Rio Grande do Sul mereceu a visita do presidente ao estado. Em 19 de março de 1929, Sr. Getúlio Vargas, comemorou seu aniversário durante todo o dia com a comunidade de Monte Vêneto e correligionários de toda região.
Na ocasião o presidente Sr. Getúlio Vargas autorizou" Monte Vêneto a sediar o Tiro de Guerra n° 320. Os jovens da região, não necessitavam mais se deslocar aos distantes quartéis para prestarem seus serviços militares.
Getúlio Vargas discursou da varanda do Hotel Tonial para todo o povo de Monte
Vêneto.
Durante a década de 30 e 40, quatro turmas de soldados do Tiro de Guerra são arregimentadas em Cotiporã.
O potencial da Sul Americana podia ser visto através da sua grande produção e exportação. Entre os países importadores citam-se a Inglaterra, Bélgica e países da América' do Sul.
Também nessa década o investimento da empresa volta-se para o melhoramento das
raças suínas.
A economia do então distrito, Monte Vêneto, girava em tomo do frigorífico A Sul Americana. Os agricultores dedicando-se fortemente a criação de suínos e o núcleo urbano trabalhando na industrialização desta matéria prima.
Em 1931 o então guia espiritual David Angelli (1926-1936), construiu a atual torre junto à igreja e a inaugurou.
Em meio a este crescimento populacional, sentia-se a necessidade de haver um local onde a população pudesse buscar atendimento médico-hospitalar.
Foi então em 18 de novembro de 1933, após esforços de um grupo da comunidade, liderados por Guido Duvina, pelo médico Dr. Paulo Panatto, incentivados pelo Pe. David , Angelli, criou-se então a primeira diretoria do hospita, presidida pelo Sr. Gersino De Souza.
Através de doações da comunidade e de um terreno doado pelo Sr. Augusto Mânica, a construção do hospital foi viabilizada, chamando-se Hospital Nossa Senhora da Saúde. Em 1934 ocorreu a tão esperada inauguração.' Contou esta com a presença de ilustres convidados como a do Sr. Osvaldo Aranha, representante do governo do Estado.
Em meio a tanto desenvolvimento surgia junto a A Sul Americana uma pequena fábrica de componentes de madeira (embalagens) do Sr. João Zardo Sobrinho, que originou a primeira fábrica de esquadrias de madeiras nobres. O conhecido modelo de janelas com venezianas foi aprimorado por João, Zardo, inovando com as janelas de correr. Esta vocação moveleira permanece até hoje no município de Cotiporã, onde se destacam três grandes indústrias de esquadrias produzindo com requinte, atendendo todo o MERCOSUL.
Nessa mesma década desperta também em Monte Vêneto a vocação para a ourivesaria (fabrico de jóias em ouro). Tem início com o Sr. Achiles Guindani, que anexa a sua barbearia mantinha uma oficina de conserto de relógios e fabrica de jóias sob encomenda.
Na década de 40 seu filho Sauro Cipriano Guindani seguia sua vocação e moldava a Indústria e Comércio de Jóias Guindani, posteriormente é acompanhado pelos seus irmãos Clemente, Ari e Cypriano. Os descendentes da família Guindani, ainda hoje comandam esta indústria, nacionalmente conhecida.
Importante cooperativa é criada em 1935, a Cooperativa de Aguardente Farroupilha, que reunia vários fabricantes de cachaça do interior, que traziam seu produto final para a sede da cooperativa onde era engarrafado e comercializado em toda a região.
Em 1936, Pe. David Angelli foi sucedido pelo Pe. Bruno Páris (1936-1937), logo Pe. Vitório Lorenzi (1937-1937), este construiu um salão paroquial de madeira. Após tomou posse Pe. Aneto Bogni (1939-1942), último vigário carlista da Paróquia.
Com uma população de aproximadamente oito mil habitantes e com vertiginoso crescimento econômico, em 31 de março de 1938, o Decreto n o 7199 elevou a categoria de Vila, o povoado de Monte Vêneto.
No ano seguinte, 1939, durante a Segunda Guerra Mundial, o Decreto nº 7842 de 20 de junho forçou a comunidade a mudar o nome de Monte Vêneto para Cotiporã o nome Cotiporã, origina-se do tupi-guarani, "coti", que significa canto, lado, aposento e de "porã", bonito. Seu significado, portanto, é lugar bonito, região bonita ou moradia bonita, justificado pelas suas belezas naturais.
Em 1939 com a extinção do Tiro de Guerra~n° 320, os praticantes, do esporte futebol, jovens solteiros, herdaram um jogo de camisetas (fardamento) -do' antigo regimento e estebeleceram a base para o Sport Clube Juvenil.
Após a mudança de nome para Cotiporã" o Clero Secular recebeu o comando, e perdura até hoje, da Paróquia Nossa Senhora da Saúde.. O primeiro Pároco Secular foi Pe. Rui Lozenzzi (1942-1949). "
Em 1941, com a preocupação com a educação das crianças, foi criado o Grupo Escolar, onde funcionaram turmas até oficial de 1990. Muito conhecido da década de 40, o professor José Mauro.
Em 22 outubro de 1942, liderados por Luís Tagliari sub-prefeito de Cotiporã e pelo recém chegado Pe. Rui Lorenzzi, no velho salão paroquial de madeira, os jovens que' informalmente mantinham o Sport Clube Juvenil, oficialmente o criam, com estatuto próprio e quadro de sócios. Somente na década de 50, surgiu o atual, nome Grêmio Recreativo Literário Esportivo Juvenil.
Em princípio de 1943 a sociedade possuidora do Hospital Nossa Senhora da Saúde, resolveu doar o mesmo à Mitra Diocesana de Caxias do Sul, que deveria arcar com as dívidas.
A transição só foi concretizada em 08 de julho de 1944, quando o bispo Dom José Barea assumiu realmente o compromisso de fazer a casa de saúde funcionar.
Em 04 de agosto de 1944 chegaram a Cotiporã acompanhadas pela fundadora Madre Clara Maria, as Irmãs Franciscanas da Congregação de Nossa Senhora Aparecida, para trabalhar no hospital a convite do Bispo José Barea. Por mais de 50 anos esta Congregação esteve ativa no município de Cotiporã, até o hospital ser arrendado ao Hospital Tachini de Bento Gonçalves (isto no ano 2001).
Hoje as irmãs de Nossa Senhora Aparecida vivem em humilde casa, onde prestam sua assistência junto aos idosos da comunidade.
Sucedeu o Pe. Rui Lorenzi o Pe. João Pedro Meneguzzo (1949-1953).
Na década de 40, por questões administrativas o Frigorifico A Sul Americana atravessou sucessivas crises, tendo trocado de proprietários por diversas vezes. Por fim A Sul Americana, tomou-se uma simples filial dos Frigoríficos Nacionais Sul Brasileiros S. A.
Com um clima saudável e com grande desenvolvimento, Çotiporã despertou também sua vocação para o veraneio. Foi na década de 50 que surgiu o atual Hotel Dal Molin.
Em 1957, não havendo mais interesse dos Frigoríficos Nacionais Sul Brasileiros S.A. pela filial de Cotiporã é feito um acordo coletivo, na Justiça do Trabalho com todos os operários, encerrando as atividades do maior gerador' de -riquezas do município de Veranópolis e região.
Cotiporã passou por série crise econômica, tanto no meio urbano como rural. Muitos migraram para outras localidades em busca de trabalho. Os que 'permaneceram no município foram absorvidos pela Indústria e Comércio de Jóias Guindani já alicerçada o suficiente para suprir a lacuna do A Sul Americana.
O Pe. Olivio Bertuol (1953-1964), sucessor do Pe. João Pedro, amigo do Governador Leonel Brisola, construiu em 1958 com ajuda do mesmo, um moderno e grandioso Salão Paroquial, o Monte Vêneto Palace, projetado com quatro andares, abrigando cinema, salão de festas e cancha de bochas. Hoje, o cinema cedeu lugar a um restaurante e a uma pista de boliche e sede do Círculo Operário Cotiporanense.
Sucedeu ao Pe. OlivioBertuol, o Pe. Fábio Piazza 0964-1973), este deu início em todas as capelas a construção de modernos e espaçosos salões comunitários de alvenaria, em substituição as acanhadas e velhas sedes sociais de madeira das comunidades interioranas. Também durante o Curato de Padre Fábio Piazza, foram incentivados cursos de corte e costura e culinária pela paróquia a jovens da comunidade. Pe. Fábio Piazza, preocupado com o já indiscriminado uso de pesticidas agrícolas, principalmente na cultura da parreira, promoveu um trabalho de conscientização junto aos agricultores, alertando os mesmos dos perigos que estes poderiam ocasionar ao meio ambiente e ao ser humano.
No ano de 1965, os bens do "Pai dos Frigoríficos do Brasil" como era conhecido o A Sul Americana, são vendidos pelos Irmãos Oderich (diretores da S. A.) aos senhores Olimpio Dal Magro, Lauro Schoeler, Rudi Braz Goerch e Arestides Severino Zanette. Em
1977 o complexo frigorífico foi comprado pelo Sr. Adolfo Dal Molin, ficando inativo até 1997 quando a partir desta data, agrega-se o valor arquitetônico à atividade turística que reinicia no município, hoje importante fator de economia em Cotiporã.
Tomou posse frente à paróquia Pe. Marcelino Rizzon (1973-1982), este construiu a atual Casa Canônica e derrubou algumas igrejas sem considerar o valor arquitetônico, histórico e cultural das mesmas para dar lugar a novas capelas de pouca beleza arquitetônica.
Em 1977, a Escola Estadual que já funcionava em dois prédios, um próprio e outro cedido pela Indústria e Comércio de Jóias Guindani, pelo Decreto de Reorganização nº 26468, passou a denominar-se Escola Estadual de 1º Grau Professor Jacintho Silva em.homenagem a um professor que lecionara.,em Veranópolis e Fagundes Varela. Assim a Escola funcionou de março de 1969 a abril de 1987.
Em 10 de abril de 1981 foi fundado oficialmente o Centro de Tradições Gaúchas Pousada dos Carreteiros com o intuito de cultuar a tradição e os costumes gaúchos. Durante seus 20 anos o CTG, como é mais conhecido, já escreveu longa e bela história para os tradicionalistas de Cotiporã e região. No seu primeiro ano frente à Paróquia Nossa Senhora da Saúde de Cotiporã, Pe. Feliz Bridi (1982-1993), testemunhou a emancipação política desta comunidade. A maioridade de Cotiporã iniciou em 09 de maio de 1982 quando 89% da população decidiu através de plebiscito, ser independente. Pela Lei Estadual nº 7652 Cotiporã conquistou sua emancipação política. Foram líderes na emancipação os senhores: Henrique Bergamin, Eraldo Fellini, Dalmo Luiz Scussel, Victorino DalMolin, Vilmar Da Rosa, Norberto Paludo, Adolfo Dal Molin, Altredo Cioffi e Orfeu Merlo entre outros.
Em 1º de janeiro de 1983 foi instalado o município de Cotiporã, adotando Legislação Básica do município mãe, Veranópolis. Teve como primeiro Centro Administrativo, a casa da viúva Inês Scarton Lira, hoje propriedade de Juvenal Lira.
Em 20 de agosto de 1984 'foi criado o segundo distrito, Lajeado Bonito. LeiMunicipal nº 059/84.
Desde sua emancipação Cotiporã contou com os esforços do primeiro prefeito Eraldo
José Fellini (1983-1988), seguido por Dalmo Luiz Scussel (1989-1992), Leonel Antônio Paludo (1993-1996) e novamente Dalmo Luiz Scussel (1997-2000), Osmar Trevisan (2001-2004), Constante David Bianchi (2005-2008), reeleito para o mandato (2009-2012).
Em 1984 a Escola Professor Jacintho Silva passou a oferecer estudos de 2° Grau aos jovens Cotiporanenses, passando a denominar-se Escola Estadual de 1º e 2º Graus Professor Jacintho Silva.
No dia 21 de abril de 1987, a escola recebeu um moderno prédio de dois andares de alvenaria onde passou a funcionar desde então. Anos depois, em 1996 a escola receberia mais um módulo; comportando, além das salas de aula, cozinha, refeitório e laboratório.
Em 1993 tomou posse o Pe. Frei Manoel Baldissera (1993-1994), sucedido pelo Pe. Luiz Vacarro (1994), até sua morte em 28 de março de 2003, sucedido pelo Pe.Ambrósio Viviane João Masiero, nos meses que antecederam a vinda do Pe.Antonio Beluzzo que atuou na comunidade de 04 de janeiro de 2003 até 06 de janeiro de 2007, atendeu a paróquia durante alguns meses o Frei Amauri até a vinda do Pe. Adelar Adolfo Zanetti que assumiu em janeiro de 2007, hoje ainda à frente da Paróquia Nossa Senhora da Saúde.
Em janeiro de 1997, infelizmente a escola perdeu seu prédio histórico o “Grupo Escolar” em um incêndio.
A população de Cotiporãs, hoje, é de 4577 habitantes.
Cotiporã, “A Jóia da Serra Gaúcha”, é destaque pela sua qualidade de vida, pelo baixo índice de analfabetismo: 0,0%.
A economia baseia-se na agricultura, produzindo milho (6.000 ton/ha), erva-mate (40.000 arrobas), cítricos, (15.000 ton/ha) e hortigranjeiros. O destaque da produção fica pelo cultivo de videiras (18.000.000 Kg distribuídos em 1.100ha, transformada em vinhos finos estes merecedores de vários prêmios em feiras mundiais destacando a qualidade dos vinhos fabricados no Município . Iniciou no mês de agosto de 2008 a Cooperativa de Sucos Monte Veneto, localizada na RST 359, Km 11,3 ........ estas merecedoras de vários prêmios e feiras mundiais destacando a qualidade dos vinhos fabricados no Município.
Na pecuária o Município tem seu forte na criação de aves (2.000.000), suínos (20.000) terminados p/ ano e gado leiteiro (3.000.000 litros de leite ano).
Quanto à produção industrial, Cotiporã, conta com diversas fábricas de jóias, esquadrias, móveis, vinhos, frigoríficos e embutidos, etc.
Cotiporã orgulha-se de sua história e de suas belezas naturais, e vem investindo no ecoturismo, tendo como pontos turísticos a Praça Matriz, cascata dos Marins, Morro do Céu, (serro dos Baianos), Balneário do Rio Carreiro, Vale do Rio das Antas, Rio carreiro e Vicente Rosa, Balneário do Rio das Antas, gruta Nossa Senhora de Lurdes, CTG Pousada dos Carreteiros, Furnas do Município, prédios de arquitetura colonial italiana e trilhas ecológicas.
Cotiporã possui Biblioteca Pública, Museu, Casa da Cultura, Igreja Matriz e outras 27 igrejas dispostas pelas comunidades interioranas (capelas). Sedia a Fundação Paludo que no futuro se tornará importante centro de convenções.
A crescente Cotiporã, conta ainda com boas estradas interioranas, asfalto ligando a cidade à Veranópolis e ótimo acesso á Bento Gonçalves, luz elétrica em todas as comunidades interioranas, telefone, água tratada na zona urbana e em todo o interior canalizada (poços artesianos) e bancos.
No campo educacional o Município possui uma Escola Municipal de Educação Infantil Amor e Carinho (de 18 meses a 5 anos) com 11 professores, 02 funcionárias 01 auxiliar de creche, atendendo 65 alunos e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Caminhos do Saber, Do 1º ano do Ensino Fundamental dos 09 anos e de 1ª série a 8ª série Ensino Fundamental dos 08 anos, com 20 professores, 03 funcionários atendendo 310 alunos. Além de uma Escola Estadual Jacintho Silva com 28 professores, 08 funcionários, atendendo 190 alunos do ensino fundamental, 153 do ensino médio e 45 do EJA.
O Município conta com 03 postos de saúde, 04 médicos, 02 clínicas odontológicas, psicóloga, fisioterapeuta, fonoaudióloga, assistente social, psiquiatra, pneumologista, ginecologia, pediatra, 02 equipes de ESF(equipe saúde da família) com 100% de cobertura do Município.
Em 1º de outubro de 2004, iniciou-se a construção da Usina 14 de julho, na margem direita esta Cotiporã e Veranópolis, margem esquerda Bento Gonçalves, a barragem está construída entre Alcântara (Bento Gonçalves) e Linha 14 de Julho, (Cotiporã). Entrou em ação em janeiro de 2009, gerando 100MW de potencia instalada.
Em outubro de 2006 a Cotiporã, Energética iniciou suas atividades com o desmatamento da área nas margens do Rio Carreiro entre Cotiporã e Dois Lageados, instalando no mesmo local mais uma das pequenas centrais energética – PCHs. Esta entrando em funcionamento em janeiro de 2009.
Com a construção das Hidroelétricas acima, Cotiporã estabelece novo marco de industrialização e desenvolvimento.
Cotiporã, no seu vigésimo sétimo ano de Emancipação Política, orgulha-se de seu passado e graças a este suporte histórico, cultural, econômico e social proporciona a todos os seus cidadãos uma vida de qualidade com um futuro promissor.

Pesquisa e Texto, Professor Ambrósio Giacomini – Acadêmico da ALMURS.




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